Melhor nível sócio-econômico associa-se a sedentarismo entre adolescentes, diz estudo

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A redução nos níveis de atividade física na população jovem tem sido amplamente descrita em vários países. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de inatividade física em adolescentes escolares do ensino médio do município de João Pessoa (Paraíba), e analisar sua associação com indicadores de condição sócio-econômica.

Participaram do estudo 2.566 adolescentes , de 14 a 18 anos de idade. Foram levantadas informações demográficas (sexo e idade), socioeconômicas (trabalho, tipo de escola, classe econômica, escolaridade dos pais), e mediu-se o nível de atividade física (kcal/kg/dia), mediante utilização de um diário de atividade física. Foram classificados como fisicamente inativos os adolescentes com demanda energética diária inferior a 37kcal/kg/dia.

Cerca de seis em cada dez adolescentes foram classificados como fisicamente inativos (55,9%), com prevalência estatisticamente mais elevada nas moças (64,2%) do que nos rapazes (45,5%). A prevalência de inatividade física se associou positivamente com a condição sócio-econômica, indicando maior prevalência de inatividade física nos adolescentes que não trabalhavam, e nas moças cujos pais apresentavam maior nível de escolaridade, comparados, respectivamente, aos que trabalham e cujos pais tinham menor nível de escolaridade. A prevalência de inatividade física foi alta, principalmente nas moças. Adolescentes que pertenciam aos estratos sócio-econômicos mais privilegiados se mostraram mais expostos à inatividade física, sobretudo as moças.

Fonte: Revista Brasileira de Medicina do Esporte.

 

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