Pravastatina Sódica ( Pravacol – Mevalotin )

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PRAVACOL®( Bristol Miers Squibb ) 

pravastatina

– APRESENTAÇÃO:

PRAVACOL® (pravastatina) 10 mg é apresentado em embalagem contendo 10 ou 30 comprimidos. PRAVACOL® (pravastatina) 20 mg é apresentado em embalagem contendo 30 comprimidos.

– COMPOSIÇÃO :

Cada comprimido de PRAVACOL® 10 mg e 20 mg contém 10 mg e 20 mg de pravastatina sódica, respectivamente. Ingredientes inativos: lactose, celulose microcristalina, povidona, croscarmelose sódica e estearato de magnésio.

USO PARA ADULTOS:

– INFORMAÇÕES AO PACIENTE:

Ação esperada do medicamento: PRAVACOL® (pravastatina) tem sua ação na redução dos níveis de colesterol plasmático, redução da progressão da aterosclerose e eventos cardíacos.

Cuidados de armazenamento: este medicamento deve ser protegido da umidade e da luz, em local com temperatura ambiente, de preferência entre 15° e 30°C.

Prazo de validade: vide cartucho. Este medicamento não deve ser utilizado se o seu prazo de validade estiver vencido.

Gravidez e lactação: este produto não é indicado para mulheres grávidas. Informe a seu médico a ocorrência de gravidez, na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe a seu médico se está amamentando.

Cuidados de administração: a posologia de PRAVACOL® (pravastatina) deverá ser orientada pelo seu médico, assim como a dieta alimentar a ser seguida. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Reações adversas: informe a seu médico o aparecimento de reações desagradáveis eventuais e de intensidade leve,  como erupções cutâneas, distúrbios gastrintestinais, dores-de-cabeça ou dores musculares.

Interrupção do tratamento: não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Não há referência de reações devidas à interrupção repentina do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Ingestão concomitante com outras substâncias: a ingestão junto, ou não, às refeições não interfere na ação do medicamento. O produto não deve ser usado quando há ingestão de álcool em excesso.

Contra-indicações: o uso deste produto é contra-indicado em pessoas alérgicas a qualquer componente da formulação, em casos de doenças hepáticas ativas ou quando há aumento inexplicável dos testes de função hepática.

Precauções: informe a seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

PRAVACOL® (pravastatina) não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.

Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

– INFORMAÇÕES TÉCNICAS:

– DESCRIÇÃO :

PRAVACOL® (pravastatina sódica) pertence à classe dos inibidores da HMG-CoA redutase, que reduzem a biossíntese do colesterol. Esses agentes são inibidores competitivos da 3-hidróxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, a enzima que catalisa a etapa inicial limitante da velocidade de biossíntese do colesterol (conversão da HMG-CoA em mevalonato).

– FARMACOLOGIA CLÍNICA:

Mecanismo de Ação:

PRAVACOL® induz à redução de lipídios de duas maneiras. Primeiro: como conseqüência da atividade inibitória reversível sobre a HMG-CoA redutase, a pravastatina produz reduções modestas nos reservatórios intracelulares de colesterol. Isto resulta  em aumento do número de receptores LDL na superfície das células, em aumento do catabolismo mediado por receptores e do clearance do LDL circulante. Segundo: a pravastatina inibe a produção de LDL por inibição da síntese hepática de VLDL, precursor do LDL. Estudos in vitro e em animais mostraram que a pravastatina, inibidor hidrofílico da HMG-CoA redutase, é tecido-seletiva de tal forma que a atividade inibitória é mais alta nos tecidos onde as taxas de síntese de colesterol são mais elevadas, como o fígado e o íleo. Diferentemente de outros inibidores da HMG-CoA redutase, PRAVACOL® tem menor efeito sobre a síntese do colesterol em outros tecidos. Em estudos com animais, a pravastatina não foi detectada no fluido cérebro-espinhal. Estudos clínicos e patológicos mostraram que níveis elevados de colesterol total (C-total), colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C) e apolipoproteína B (complexo transportador de LDL através da membrana) favorecem o aparecimento de aterosclerose. Da mesma forma, níveis diminuídos de colesterol-HDL (HDL-C) e seu complexo de transporte, a apolipoproteína A, estão associados com o desenvolvimento da aterosclerose. Investigações epidemiológicas estabeleceram que a morbidade e a mortalidade cardiovascular variam diretamente com o nível do C-total e do LDL-C, e inversamente com o nível de HDL-C. Em estudos clínicos multicêntricos, estas interferências farmacológicas e/ou não-farmacológicas, que diminuíram o C-total e o LDL-C e aumentaram o HDL-C, reduziram a taxa de ocorrências cardiovasculares (infarto do miocárdio fatal e não-fatal) e aumentaram a chance de sobrevida. Em voluntários normais e em pacientes com hipercolesterolemia, o tratamento com PRAVACOL® reduziu os níveis de C-total e LDL-C, de apolipoproteína B, VLDL-C e triglicérides (TG), enquanto aumentou as taxas de HDL-C e de apolipoproteína A. Em estudos controlados com pacientes portadores de hipercolesterolemia moderada, com ou sem  doença cardiovascular aterosclerótica, a monoterapia com a pravastatina reduziu a progressão da aterosclerose e os eventos cardiovasculares (por exemplo: infarto do miocárdio fatal ou não fatal) ou morte.

Farmacocinética :

PRAVACOL® (pravastatina) é administrado oralmente na forma ativa. É rapidamente absorvido, e os picos dos níveis plasmáticos são atingidos 1 a 1,5 hora após a ingestão. Os efeitos redutores do colesterol do fármaco não são afetados pela presença ou não de alimentos. A pravastatina sofre extensa extração na primeira passagem pelo fígado, que é o principal local de ação do fármaco, de síntese de colesterol e do clearance do LDL-C. Estudos in vitro demonstraram que a pravastatina é transportada para dentro dos hepatócitos e sofre retenção substancialmente menor em outras células. As concentrações plasmáticas de pravastatina são diretamente proporcionais à dose administrada. Aproximadamente 50% da droga circulante está ligada às proteínas plasmáticas. A meia-vida de eliminação plasmática (T½) da pravastatina (por via oral) está entre 1,5 a 2 horas. Aproximadamente 20% da dose oral radiomarcada é excretada na urina e 70% nas fezes. Aproximadamente 47% do clearance corporal total dá-se por excreção renal e 53% por vias não-renais (i.e., excreção biliar e biotransformação). Pode ocorrer acúmulo da droga e/ou de metabólitos em pacientes com insuficiência renal ou hepática, embora exista o potencial para excreção compensatória pela via alternativa dada a duplicidade das vias de eliminação. O principal produto de degradação da pravastatina  é  o metabólito  isomérico 3-alfa-hidróxi. Esse metabólito tem de um décimo a catorze avos da atividade inibitória sobre a HMG-CoA redutase, em relação ao composto de origem.

Estudos Clínicos:

A pravastatina é altamente eficaz na redução do C-total, LDL-C, TG  em pacientes com formas de hipercolesterolemia heterozigótica familiar, combinada familiar e não-familiar (não-FH) e dislipidemia mista. A resposta terapêutica é evidenciada em uma semana e a resposta máxima normalmente é conseguida dentro de 4 semanas. O efeito é mantido durante períodos extensos de terapia. Uma única dose diária administrada à noite é tão efetiva quanto a mesma dose total diária administrada duas vezes ao dia. Em estudos multicêntricos, duplo-cegos, controlados por placebo, de pacientes com hipercolesterolemia primária, o tratamento com a pravastatina diminuiu significativamente as proporções entre C-Total, LDL-C e C-Total/HDL-C e LDL-C/HDL-C, diminuiu o VLDL-C e os níveis de TG plasmáticos, e aumentou os de HDL-C. Se administrada uma ou duas vezes por dia, uma clara relação dose-resposta (i. e., redutora de lipídios) aparece por volta de 1 a 2 semanas após o início do tratamento.

Estudo Primário de Hipercolesterolemia Dose-Resposta de PRAVACOL®* Administração única ao dia ao deitar             Dose             C-total             LDL-C             HDL-C              TG               5 mg            -14%               -19%              +5%            -14%             10 mg            -16%               -22%              +7%            -15%             20 mg            -24%               -32%              +2%            -11%             40 mg            -25%               -34%            +12%            -24%

* Alteração percentual a partir da linha basal após 8 semanas

Progressão da doença aterosclerótica e eventos cardiovasculares:

A monoterapia com a pravastatina foi eficaz na redução da progressão da aterosclerose e dos índices de eventos cardiovasculares em dois estudos controlados com pacientes apresentando hipercolesterolemia moderada e doença cardiovascular aterosclerótica. O "ESTUDO DA LIMITAÇÃO DA ATEROSCLEROSE NAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS PELA PRAVASTATINA" (PLAC I) teve duração de 3 anos e foi randomizado, controlado por placebo, multicêntrico, que incluiu 408 pacientes com hipercolesterolemia moderada (taxa basal média de LDL-C = 163 mg/dl, C-total = 231 mg/dl) e doença da artéria coronária. A monoterapia com a pravastatina resultou em velocidade significativamente reduzida de estreitamento do lúmen da artéria coronária, como demonstrou a angiografia quantitativa. Em análise prospectivamente planejada dos eventos clínicos 90 dias após o início da terapia para possibilitar o efeito redutor máximo de lipídios, o tratamento com a pravastatina resultou em  redução de 74% do índice de infartos do miocárdio (fatais e não-fatais; p = 0,006) e de 62% do objetivo combinado de infarto do miocárdio não-fatal e mortes por todas as causas (p = 0,02). Considerando-se a duração total do estudo, o índice de infartos do miocárdio foi reduzido em 60% (p = 0,0498). O "ESTUDO DA LIMITAÇÃO DA ATEROSCLEROSE NAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS COM A  PRAVASTATINA" (PLAC II) foi um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, que incluiu 151 pacientes com hipercolesterolemia moderada (taxa basal média de LDL-C = 164 mg/dl, C-total = 234 mg/dl) e com aterosclerose da coronária e carótida. A pravastatina reduziu significativamente a velocidade de progressão da aterosclerose na artéria carótida comum, como demonstrado através de ultrasom Modo-B. Uma redução de 80% do índice de infartos do miocárdio (fatais e não-fatais; p = 0,018) e de 61% do objetivo combinado de infarto do miocárdio não-fatal e mortes por todas as causas (p = 0,049) também foram observadas entre os pacientes tratados com a pravastatina. Na análise dos eventos clínicos cardiovasculares somados dos estudos PLAC I e II, o tratamento com a pravastatina foi associado com uma redução de 67% da taxa de infartos do miocárdio (fatais e não-fatais; p = 0,003) e de 55% do objetivo combinado de infarto do miocárdio não-fatal e mortes por todas as causas (p = 0,009).

Prevenção da doença arterial coronariana:

PRAVACOL® (pravastatina) quando utilizado em pacientes hipercolesterolêmicos sem doença coronariana prévia é eficaz na redução dos riscos da doença arterial coronariana (DAC): infarto do miocárdio não-fatal e morte cardíaca de origem coronariana (infarto do miocárdio fatal e morte súbita). O estudo realizado na região oeste da Escócia (WOS – West of Scotland Study) foi randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, com 6.595 pacientes do sexo masculino (com 45 a 66 anos) apresentando hipercolesterolemia moderada a grave (LDL-C= 156 – 254 mg/dl[4 – 6,6 mmol/L]), sem infarto do miocárdio prévio. Os pacientes foram tratados com os cuidados-padrão, incluindo recomendações sobre a dieta, e com a pravastatina (n= 3.302) ou placebo (n= 3.293) por um período médio de 4,8 anos. O estudo foi planejado para avaliar o efeito da pravastatina sobre a doença arterial coronariana (DAC) fatal ou não-fatal. A pravastatina reduziu de forma significativa o risco de morte por doença arterial coronariana e o infarto do miocárdio não-fatal em 31% (p= 0,0001). O efeito sobre estas taxas cumulativas de eventos cardiovasculares foi evidente desde o início, com 6 meses de tratamento. Esta redução foi similar e significativa em toda a faixa de níveis de colesterol LDL e para todos os grupos de idade estudados. Observou-se  redução significativa de 32% (p= 0,03) no total de mortes cardiovasculares. Quando ajustado em relação aos fatores basais de risco, foi observado também redução de 24% (p= 0,039) da mortalidade global entre os pacientes tratados com a pravastatina. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de tratamento de mortalidade não-cardiovascular, incluindo morte por câncer. A pravastatina também diminuiu o risco dos procedimentos de revascularização do miocárdio (cirurgia de implante coronariano ou angioplastia coronariana) em 37% (p= 0,009) e a necessidade de angiografia coronariana em 31% (p = 0,007).

Infarto do miocárdio:

PRAVACOL® (pravastatina) é eficaz na redução do risco de evento coronariano fatal mais infarto do miocárdio não-fatal e freqüência de acidente vascular cerebral em pacientes com infarto do miocárdio prévio e colesterol plasmático médio (normal). No estudo Colesterol e Eventos Recorrentes (CARE – Cholesterol and Recurrent Events Study), os efeitos da pravastatina na doença arterial coronariana fatal e no infarto do miocárdio não-fatal foram avaliados em 4.159 homens e mulheres com níveis de colesterol plasmático médio (normal) (média basal C-Total=209 mg/dl), e que tinham sofrido infarto do miocárdio nos 3-20 meses precedentes. Os pacientes neste estudo duplo-cego, placebo-controlado foram tratados durante uma média de 4,9 anos. O tratamento com a pravastatina reduziu significativamente o índice de evento coronário recorrente (doença arterial coronariana fatal ou infarto do miocárdio não-fatal) a 24% (p=0,003). A redução do risco para este objetivo combinado foi significativo tanto para, homens como para mulheres. O risco de ser submetido aos procedimentos de revascularização (cirurgia de revascularização ou angioplastia coronária percutânea transluminal) foi significativamente reduzido a 27% (p<0,001) nos pacientes tratados com a pravastatina. A pravastatina também reduziu significativamente o risco de acidente vascular cerebral a 32% (p=0,032) e acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório (TIA) combinado a 26% (p=0,025).

– INDICAÇÕES :

A terapia com PRAVACOL® (pravastatina) deve ser considerada um dos componentes numa intervenção multifatorial nos indivíduos com risco aumentado de doença vascular aterosclerótica devido a hipercolesterolemia. PRAVACOL® (pravastatina) deve ser usado associadamente a uma dieta restrita em gorduras saturadas e colesterol quando a resposta à dieta e outras medidas não-farmacológicas de forma isolada mostrarem-se inadequadas.

Prevenção da doença arterial coronariana Em pacientes com hipercolesterolemia sem doença arterial coronariana clinicamente evidente, PRAVACOL® (pravastatina) é indicado como um adjunto à dieta para reduzir o risco de infarto do miocárdio fatal e não-fatal. Também é indicado como adjunto nos procedimentos de revascularização do miocárdio, quando necessário, assim como na melhora da sobrevida destes pacientes através da redução das mortes cardiovasculares.

PRAVACOL® (pravastatina) é indicado para a redução dos níveis de colesterol-LDL, colesterol total e triglicérides que se encontram elevados em pacientes com hipercolesterolemia primária e dislipidemia mista (Fredrickson Tipo IIa e IIb). Antes de se iniciar a terapia com PRAVACOL® (pravastatina), causas secundárias de hipercolesterolemia (p. ex. : obesidade, diabetes mellitus insuficientemente controlada, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, desproteinemias, doença obstrutiva do fígado, terapia com outros fármacos, alcoolismo) deverão ser excluídas, e deverá ser realizado um perfil lipídico para medir C-total, HDL-C e TG.

Progressão da doença aterosclerótica e eventos clínicos cardiovasculares Em pacientes hipercolesterolêmicos com doença aterosclerótica cardiovascular, PRAVACOL® (pravastatina) está indicado como adjunto à dieta para reduzir a velocidade de progressão da aterosclerose e para reduzir a incidência de eventos cardiovasculares clínicos. Em estudos clínicos controlados, PRAVACOL® (pravastatina) resultou em diminuição do objetivo combinado  de infarto do miocárdio ou mortes por todas as causas.

Infarto do miocárdio Em pacientes com infarto do miocárdio prévio e nível plasmático de colesterol médio, PRAVACOL® (pravastatina) é indicado para reduzir o risco de infarto do miocárdio recorrente, necessidade de procedimentos de revascularização do miocárdio (cirurgia ou angioplastia) e redução do risco de acidente vascular cerebral e ataques isquêmicos transitórios (TIAs).

– CONTRA-INDICAÇÕES :

Hipersensibilidade a qualquer componente desta medicação; Doença ativa do fígado ou elevações persistentes, não explicadas, nos testes de função hepática; Gravidez e Lactação: a aterosclerose é um processo crônico e a descontinuação de drogas redutoras de lipídios durante a gravidez teria baixo impacto sobre o resultado da terapia a longo prazo da hipercolesterolemia primária. O colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são componentes essenciais para o desenvolvimento do feto (incluindo a síntese de esteróides e membranas celulares). Sabendo-se que os inibidores da HMG-CoA redutase diminuem a síntese de colesterol, e possivelmente de outras substâncias biologicamente ativas derivadas do colesterol, estes podem causar dano ao feto quando administrados para mulheres grávidas. Assim, os inibidores da HMG-CoA redutase são contra-indicados durante a gravidez e a lactação.

MULHERES COM CAPACIDADE DE ENGRAVIDAR: PRAVACOL® (pravastatina) deverá ser administrado para mulheres em idade de engravidar somente quando a probabilidade de concepção for quase nula, devendo as pacientes serem informadas sobre os riscos potenciais. Se a paciente engravidar enquanto estiver tomando este tipo de produto, a terapia deverá ser descontinuada e a paciente deverá ser novamente alertada quanto ao risco potencial para o feto.

– PRECAUÇÕES:

Gerais :

Os inibidores da HMG-CoA redutase foram associados com anormalidades bioquímicas da função hepática. Como com outros agentes redutores de lipídios, incluindo as resinas seqüestrantes de sais biliares não-absorvíveis, ocorre aumento das enzimas hepáticas três vezes menor que o limite superior normal durante a terapia com a pravastatina. Na maioria dos pacientes tratados com a pravastatina nos estudos clínicos, esses valores aumentados voltam para os níveis de pré-tratamento, mesmo mantendo-se a terapia na mesma dose. Da mesma forma que com outros agentes redutores de lipídios, os testes de função hepática deverão ser realizados periodicamente. Se os aumentos da alanina aminotransferase (ALT) e do aspartato aminotransferase (AST) igualarem-se ou excederem em três vezes o limite superior normal, e forem persistentes, a terapia deverá ser descontinuada. Precaução maior deve ser tomada quando a pravastatina é administrada a pacientes com histórico de doença hepática ou de grande ingestão alcoólica.

Musculatura Esquelética :

Mialgia, miopatia e rabdomiólise foram relatados com o uso de inibidores da HMG-CoA redutase. Casos de mialgia não-complicada foram raramente relatados em pacientes tratados com a pravastatina, tendo uma incidência similar à do placebo. Um total de 0,1% dos pacientes de estudos clínicos relataram miopatia, definida como dor ou fraqueza musculares associadas com aumentos dos valores de creatinina fosfoquinase (CPK) acima de 10 vezes o limite superior normal, possivelmente relacionada ao uso da pravastatina. Rabdomiólise com disfunção renal secundária à mioglobinúria também tem sido relatada devido à pravastatina, embora muito raramente. Contudo, a miopatia deverá ser considerada em quaisquer pacientes com mialgia difusa, amolecimento ou enfraquecimento musculares e/ou acentuada elevação da CPK. Pacientes deverão ser alertados para relatar imediatamente dor, amolecimento ou enfraquecimento musculares inexplicáveis. A terapia com a pravastatina deverá ser descontinuada se ocorrerem aumentos acentuados  dos níveis de CPK ou se houver suspeita ou diagnóstico de miopatia. O risco de miopatia durante o tratamento com outros inibidores da HMG-CoA redutase é maior com a terapia concomitante com fibratos, ciclosporina, eritromicina ou niacina. O uso isolado de fibratos é ocasionalmente associado com miopatia. Em um ensaio clínico de tamanho limitado, com terapia combinada com a pravastatina (40 mg/dia) e o genfibrozil (1.200 mg/dia), não foi relatada miopatia, embora tenha sido observada tendência para elevações de CPK e sintomas músculo-esqueléticos. Em geral, o uso combinado de pravastatina e fibratos deverá ser evitado. A miopatia não foi observada nos estudos clínicos envolvendo um total de 100 pacientes pós-transplantados (24 renais e 76 cardíacos) tratados concomitantemente com pravastatina (10-40 mg) e ciclosporina por até 2 anos, sendo que alguns foram submetidos também à terapia com outros imunodepressores. Além disso, não houve relatos de miopatia nos estudos clínicos envolvendo pequeno número de pacientes tratados com a pravastatina juntamente com a niacina.

Hipercolesterolemia Homozigótica Familiar.

A pravastatina não foi avaliada em pacientes com hipercolesterolemia homozigótica familiar, de incidência rara.

Gravidez :

Ver CONTRA-INDICAÇÕES.

Lactação :

Mães em tratamento com PRAVACOL® (pravastatina) não deverão amamentar.

Uso Pediátrico :

Não foram estabelecidas ainda a segurança e a eficácia em pacientes com menos de 18 anos de idade. Por esta razão, o tratamento não é recomendado para esta faixa etária.

– INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:

Colestiramina/Colestipol: Quando a pravastatina foi administrada uma hora antes ou quatro horas após a colestiramina ou uma hora antes do colestipol e uma refeição normal, não houve diminuição clinicamente significativa da biodisponibilidade ou do efeito terapêutico. A administração concomitante resultou em redução aproximada de 40% a 50% da AUC média da pravastatina.

Ciclosporina: Alguns investigadores mediram os níveis plasmásticos da ciclosporina em pacientes sob tratamento com a pravastatina e, até o presente momento, estes resultados não indicam aumentos clinicamente significativos nestes valores. Em estudo de dose única, os níveis plasmáticos da pravastatina estavam aumentados em pacientes cardíacos transplantados recebendo ciclosporina.

Varfarina: a pravastatina não teve efeito clinicamente significativo sobre o tempo de protrombina quando administrada em um estudo de pacientes idosos normais que foram estabilizados com a varfarina.

Outras Drogas: ao contrário da maioria dos inibidores da HMG-CoA redutase, a pravastatina não é significativamente metabolizada pelo citocromo P450 3A4. Por essa razão, os níveis plasmáticos da pravastatina in vivo não são elevados quando o citocromo P450 3A4 é inibido por agentes como o itraconazol ou o diltiazem.

Nos estudos de interação com o ácido acetilsalicílico, antiácidos (uma hora antes de PRAVACOL®), cimetidina, genfibrozil, ácido nicotínico ou probucol não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na biodisponibilidade com a administração de PRAVACOL®.

Durante o ensaio clínico, não foram relatadas interações medicamentosas perceptíveis quando PRAVACOL® foi administrado com diuréticos, anti-hipertensivos, digitálicos, inibidores da enzima conversora, bloqueadores dos canais de cálcio, betabloqueadores ou nitroglicerina.

– REAÇÕES ADVERSAS :

Reações Adversas Clínicas  

EM DOIS GRANDES ESTUDO:S PLACEBO-CONTROLADOS (WEST OF SCOTLAND STUDY [WOS] E CHOLESTEROL AND RECURRENT EVENTS STUDY [CARE]) ENVOLVENDO UM TOTAL DE 10.754 PACIENTES TRATADOS COM PRAVASTATINA (N=5.383) OU PLACEBO (N=5.371), O PERFIL DE SEGURANÇA E TOLERABILIDADE NO GRUPO DA PRAVASTATINA FOI COMPARÁVEL AO DO GRUPO DO PLACEBO POR MAIS DE 4,8  4,9 (MÉDIA) ANOS DE ACOMPANHAMENTO.

NO QUADRO SEGUINTE, ESTÃO DISCRIMINADAS EXPERIÊNCIAS ADVERSAS RELATADAS POR MAIS DE 2% DOS PACIENTES DOS ESTUDOS CONTROLADOS COM PLACEBO DE ATÉ QUATRO MESES DE DURAÇÃO (TODOS OS CASOS ESTÃO INCLUÍDOS, INDEPENDENTEMENTE DE ETIOLOGIA).

EVENTOS ADVERSOS CLÍNICOS RELATADOS POR PACIENTES TRATADOS COM A PRAVASTATINA  PORCENTAGEM DA POPULAÇÃO TOTAL TRATADA

                 PRAVACOL®                    Placebo                 (N=900)                       (N=411)                  %             % Gastrintestinais

Náuseas/Vômitos            7,3        7,1 Diarréia                6,2        5,6 Constipação            4,0        7,1 Dor Abdominal            5,4        6,9 Flatulência            3,3        3,6

Musculatura Esquelética

Dor Músculo-esquelética (localizada)            10,0        9,0   Mialgia            2,7        1,0

Respiratórias Resfriado comum            7,0        6,3 Rinite                4,0        4,1

Sistema Nervoso   Dor de Cabeça            6,2        3,9   Vertigem            3,3        3,2    

Gerais

Fadiga                3,8        3,4 Dor no Peito (não- cardíaca)            3,7        1,9

Dermatológicas Erupções Cutâneas            4,0*        1,1

Cardiovasculares

Dor no Peito                    4,0            3,4

* Diferença estatisticamente significativa em relação ao placebo.

Cristalino:

EM 820 PACIENTES TRATADOS POR PERÍODOS DE UM ANO OU MAIS, NÃO HOUVE EVIDÊNCIAS DE QUE A PRAVASTATINA ESTÁ ASSOCIADA À FORMAÇÃO DE CATARATA.

Os seguintes efeitos secundários têm sido citados com esta classe de drogas inibidoras da HMG-CoA redutase :

Esquelético: MIOPATIA, RABDOMIÓLISE.

Neurológico: DISFUNÇÃO DE VÁRIOS NERVOS CRANIANOS (ALTERAÇÃO DO PALADAR, PIORA DOS MOVIMENTOS EXTRA-OCULARES, PARALISIA FACIAL), TREMOR, VERTIGEM, PERDA DE MEMÓRIA, PARESTESIA, NEUROPATIA PERIFÉRICA, PARALISIA NERVOPERIFÉRICA. Reações de Hipersensibilidade: RARAMENTE TEM SIDO RELATADA SÍNDROME DE HIPERSENSIBILIDADE QUE INCLUA UM OU MAIS DAS SEGUINTES ALTERAÇÕES: ANAFILAXIA, ANGIOEDEMA, SÍNDROME SEMELHANTE AO LÚPUS ERITEMATOSO, POLIMIALGIA REUMÁTICA, VASCULITE, PÚRPURA, TROMBOCITOPENIA, LEUCOPENIA, ANEMIA HEMOLÍTICA, ANTICORPO ANTINÚCLEO POSITIVO E AUMENTO DA TAXA DE ERITROSSEDIMENTAÇÃO, ARTRITE, ARTRALGIA, URTICÁRIA, ASTENIA, FOTOSSENSIBILIDADE, FEBRE, CALAFRIOS, RUBOR, MAL-ESTAR, DISPNÉIA, EPIDERMITE TÓXICA COM NECROSE, ERITEMA MULTIFORME, INCLUINDO SÍNDROME DE STEVE JOHNSON.

Gastrintestinal: ANOREXIA, VÔMITOS, PANCREATITE, HEPATITE, INCLUINDO HEPATITE CRÔNICA ATIVA, ICTERÍCIA COLESTÁTICA, ALTERAÇÃO GORDUROSA NO FÍGADO E, MUITO MAIS RARAMENTE, CIRROSE, NECROSE HEPÁTICA FULMINANTE E HEPATOMA.

Geniturinário: GINECOMASTIA, PERDA DA LIBIDO E DISFUNÇÃO NA EREÇÃO.

– POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO:

O paciente deverá ser submetido a uma dieta redutora de colesterol antes de iniciar o tratamento com PRAVACOL® (pravastatina), que deverá ser mantida durante o tratamento. A dose recomendada é de 10 a 20 mg uma vez ao dia ao deitar. Se o colesterol sérico é acentuadamente elevado (ex.: C-Total maior que 300 mg/dl), a dose pode ser iniciada com 40 mg por dia. PRAVACOL® pode ser tomado independentemente das refeições. A dose recomendada varia de 10 a 40 mg, administrados uma vez ao dia ao deitar. PRAVACOL® pode ser administrado em doses divididas. Em pacientes recebendo ciclosporina, com ou sem outras drogas imunossupressoras, concomitantemente com a pravastatina, a terapia deve ser iniciada com 10 mg/dia e a titulação para aumentos de dose deve ser realizada com cautela. A maioria dos pacientes tratados com esta combinação recebeu dose máxima de pravastatina correspondente a 20 mg/dia.

Terapia Concomitante :

Os efeitos redutores de lipídios do PRAVACOL® (pravastatina) sobre o colesterol total e o colesterol-LDL são intensificados quando combinados com uma resina seqüestrante de ácidos biliares. Quando se administra a resina (ex.: colestiramina, colestipol) em terapia combinada com a pravastatina, esta última deverá ser administrada uma hora antes ou mais  ou pelo menos quatro horas após a resina.

– SUPERDOSAGEM :

A experiência sobre superdose de pravastatina é limitada. Até o momento, há relato de dois casos, que foram  assintomáticos e não-associados a anormalidades em testes clínicos laboratoriais.

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