Transplante cardíaco: Limitações, indicações, contra-indicações

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A insuficiência cardíaca ou insuficiência cardíaca congestiva , é uma condição grave , na qual a quantidade de sangue que o coração é capaz de bombear a cada minuto (débito cardíaco) , é insuficiente para suprir as necessidades de oxigênio e  nutrientes de todo organismo.

A insuficiência cardíaca  tem muitas causas, incluindo as doenças cardiológicas ou doenças de outros órgãos que afetem o funcionamento do coração.

Atualmente com as opções de tratamento possíveis , os indivíduos com insuficiência cardíaca  podem viver muitos anos. No Brasil , segundo os dados do DATA-SUS , a insuficiência cardíaca  é a principal causa de hospitalização em nosso país.

O transplante cardíaco , apesar das limitações  relacionadas aos número reduzido de doadores , é uma opção concreta  para o tratamento de casos graves de insuficiência cardíaca , que não respondem bem a outras modalidades de tratamento. A técnica do transplante cardíaco é amplamente conhecida e , as drogas para evitar a rejeição do orgão transplantado , são inúmeras. 

Limitações:

– Falta de doadores (no Brasil para cada um milhão de pessoas , apenas 8,6 são doadores efetivos);

– Poucos centros disponíveis para o transplante em nosso país. No ano de 2007 , realizamos apenas 136 transplantes em nosso país;

– Custos do transplante;

– Infecções ( como conseqüência do uso de imunossupressores , que são usados para evitar a rejeição do coração transplantado );

– Rejeição do coração transplantado;

– Risco imediato de morte pelo procedimento ( 5 a 15% ) e , ao final do primeiro ano do transplante  ( cerca de 25% );

– Efeitos colaterais dos imunosupressores (exemplo: a ciclosporina A pode causar hipertensão arterial , insuficiência renal ,  linfomas e tumores de pele  , além de neurotoxicidade com convulsões).

Indicações:

– Pacientes com insuficiência cardíaca classe IV persistente ( aqueles que sentem falta de ar mesmo ao repouso , com internações recorrentes ) ,  apesar de todos os outros recursos de tratamento disponíveis ( medicamentos em doses adequadas, revascularização por angioplastia ou cirurgia de ponte de safena , se indicados e, terapia de ressincronização com marcapasso artificial );

– Pacientes dependentes de suporte circulatório ( como o "coração artificial" ) ou drogas injetáveis vasoativas ( para manter a pressão arterial e o funcionamento cardíaco );

– Presença  de arritmia  ventricular  refratária (inclusive  ao  desfibrilador  automático  implantável), as quais costumam ser o mecanismo que leva   à morte ;

– Um  Consumo máximo de oxigênio (VO2 máximo) inferior a 10 ml/kg/min no teste cardioplumonar , chamado de ergoespirometria (teste cardiopulmonar ) . Este valor indica um desempenho cardíaco muito reduzido.

Contra-indicações (algumas relativas):

– Infecções ativas;

– Presença de tumores malignos (cânceres);

– Doença pulmonar grave;

– HIV positivo (portador do vírus da imunodeficiência humana);

– Uso de drogas ilícitas ou alcoolismo;

– Incapacidade de tomar as medicações imunossupressoras  ou realizar o acompanhamento médico após o transplante.

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