Tricotilomania: Cerca de 2 a 3% dos adultos arrancam os cabelos, diz psiquiatra

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O termo tricotilomania (TTM) vem do gergo tricho (cabelo), till (arrancar) e mania (loucura). As descrições clínicas do ato de arrancar os cabelos datam de Hipócrates, que descreveu este comportamento anormal em uma mulher com depressão.

Um dos maiores relatos clínicos da TTM são encontrados na literatura cirúrgica: existem inúmeros relatos de  tricofagia – ato de engolir cabelos arrancados – acarretando obstrução intestinal e necessidade de cirurgia, inlusive com o risco de morte. Estima-se que a TTM afete 2 a 3% dos adultos, sendo atualmente considerada como um transtorno do controle do impulso.

A TTM é freqüentemente precedida por um aumento da tensão e da ansiedade. Os cabelos podem ser arrancados do couro cabeludo, das sobrancelhas, dos cílios, da área púbica ou de qualquer outra área onde existam pelos.

Sinais particulares – incluindo emoções negativas, bem como tédio, freqüentemente antecedem os episódios de TTM. É dada a preferência  a tipos particulares de pelos (por exemplo, aqueles que são mais finos).

"Os pacientes com TTM devem ser avaliados quanto a presença de outros distúrbios psiquiátricos, como a ansiedade patológica, depressão e o trantsorno obscessivo compulsivo", diz  o Dr. Dan J. Stein (psiquiatra da Faculdade de Medicina de Mt. Sinai, Estados Unidos).

O tratamento da TTM baseia-se na psicoterapia e no uso de certos antidepressivos. Um associação internacional, chamada de Trichotillomania Learning Center, fornece informações sobre este transtorno e promove encontros periódicos entre os seus portadores.

Fonte:J Pract Nurs (2006).

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