Atividade física diminui o tempo de internação e complicações após uma cirurgia de ponte de safena, diz estudo

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A atividade física é um fator importante na prevenção, bem como no tratamento das várias doenças cardiovasculares. A inatividade física tem sido considerada um fator de risco importante das doenças cardiovasculares.

Estudos têm  demonstrado que pacientes com doenças cardíacas, que participam de programas de treinamento físico regular, e que recebem orientação sobre controle dos fatores de risco para doenças cardiovasculares, apresentam menor número de complicações pós-operatórias e de reinternações hospitalares, além de redução do rico de morte.

Um estudo avaliou a modificação da freqüência da prática da atividade física no pré e pós-operatório dos pacientes  submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica (popularmente conhecida como cirurgia de ponte de safena) e a influência da prática de atividades físicas previamente à cirurgia, na evolução clínica destes pacientes.

O estudo incluiu 55 pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio, que foram divididos em dois grupos: sedentários  e ativos quanto à prática de atividade física. Após a realização da cirurgia de revascularização, 14 (47%) dos pacientes classificados como sedentários no pré-operatório  estavam praticando exercícios.

Dezessete (59%) dos pacientes sedentários no período pré-operatório apresentaram complicações pós-operatórias em comparação a 8 (31%) dos ativos. O tempo de internação entre pacientes que não  praticavam atividade física e os que praticavam antes da cirurgia foi, respectivamente, 15  e 11 dias. Os autores do estudo concluiram que a prática de atividade físicas na fase pré-operatória melhora os resultados da cirurgia de  revascularização do miocárdio.

Os pacientes fisicamente ativos tiveram tempo de internação hospitalar mais curto  e menor número de complicações trans e pós-operatórias no período de um ano. A cirurgia cardíaca promoveu mudança dos hábitos de vida dos pacientes operados, aumentando o número de pacientes fisicamente ativos  no seguimento de um ano.

Fonte: Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular(2007).

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