Câncer de mama: O exame clínico da mama e a mamografia permitem o diagnóstico precoce

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O número de casos novos de câncer de mama esperados em 2009 é de 49.400, com um risco estimado de 50,71 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.De acordo com os dados mais recentes (ano de 2006) de mortalidade do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, 10.950 mulheres morreram em 2006 em decorrência do câncer de mama.  

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.

Exame Clínico das Mamas (ECM):  

Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O ECM deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para o Controle do Câncer de Mama.A sensibilidade (capacidade de detectar o tumor de mama) do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos.

Mamografia:

A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).

É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável. Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.

A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade do exame (correlação positiva com o diagnóstico do tumor de mama) é alta (82% até 99%), sendo muito dependente da qualidade do exame.

Os resultados de ensaios clínicos  que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de vários estudos  demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

Segundo o  Instituto Nacional do Câncer (INCA), as mulheres entre 50 e 69 anos (faixa etária em que o câncer tem mais incidência) devem fazer o exame a cada dois anos. Na faixa dos 40 anos, elas são orientadas a fazer o exame clínico anual e, segundo o INCA, a mamografia só deve ser feita quando há indicação médica (histórico familiar de câncer ou tumoração suspeita). A mesma política é seguida em países da Europa.

Auto-exame das mamas:  

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) não estimula o auto-exame das mamas (feito pela própria mulher) como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama.Portanto, o auto-exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

Biópsia mamária:

A análise histológica de um pequeno framento do tumor estabelece o diagnóstico definitivo do câncer de mama.

Fonte: INCA(2009).

www.portaldocoracao.com.br

   

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