Ecocardiograma transesofágico

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O ecocardiograma transesofágico é um método ultrassonográfico realizado por meio da introdução de sonda no esôfago, após anestesia local da orofaringe (para evitar o reflexo de vômito).

Permite, de forma complementar ao procedimento transtorácico, a obtenção de informações relevantes para o esclarecimento diagnóstico de alterações estruturais e/ou funcionais do coração.

Como é feito

As imagens são obtidas por meio de transdutor presente na extremidade da sonda esofágica, introduzida após anestesia local da orofaringe com lidocaína spray 10% e gel 2%.

A sedação é procedimento opcional, para conforto do paciente, sendo habitualmente de grau leve a moderado e realizada com benzodiazepínico, preferencialmente midazolam intravenoso. Em casos isolados e em crianças ou indivíduos idosos, indica-se sedação profunda ou anestesia geral acompanhada por anestesiologista.

A anestesia da garganta é de curta duração; porém é recomendado que se evitem alimentos muito quentes ou secos na primeira hora após a realização do exame. Caso o paciente receba sedação, será liberado somente após acordar. Na primeira hora após a sedação, pode persistir algum grau de sonolência ou tontura. Como pode persistir algum efeito sedativo por até 12 horas, o paciente deverá evitar atividades que requeiram atenção, como dirigir veículos ou manusear máquinas.

Caso utilize medicação de uso contínuo, esta deverá ser reintroduzida normalmente.

Indicações

É indicado para visualizar a anatomia cardíaca e suas malformações, diagnóstico de fontes de embolia pulmonar e sistêmica, presença de trombos intracavitários pré-cardioversão, melhor detalhamento anatômico e funcional das valvas cardíacas e de próteses valvares (sobretudo em posição mitral), diagnóstico e avaliação de complicações de endocardite, diagnóstico de doenças da aorta, e ecocardiografia transtorácica com limitação importante de imagem.

Contraindicações

Absolutas

Que impedem a realização do exame: estenose de esôfago, tumor com envolvimento do esôfago, discrasia sanguínea, anticoagulação excessiva, uso recente (menor que 48h) de fibrinolítico, sangramento recente (menor que 1 semana) de varizes de esôfago, divertículo de Zenkel.

Relativas

Dificultem não impedem a realização do exame: uso recente (menor que 48h) de fibrinolítico, sangramento recente (entre 1 semana e 1 mês) de varizes de esôfago não tratadas por escleroterapia, insuficiência respiratória (necessário suporte ventilatório prévio).

Preparo

Jejum oral de 6 horas. Caso seja realizado sob sedação profunda ou anestesia geral, é necessário jejum de 8 horas.

Existem complicações ou efeitos adversos?

O ecocardiograma transesofágico é procedimento semi-invasivo de baixo risco. Não causa dor nem desconforto respiratório. Algumas complicações podem ocorrer relacionadas ao procedimento e à utilização da sedação: pequenos sangramentos na garganta, dificuldade à passagem da sonda esofágica (em pacientes com doença prévia de esôfago), lesões na mucosa do esôfago, pequenas variações na oxigenação e no ritmo cardíaco. Complicações graves são muito raras e para maior segurança do paciente é realizada a monitoração contínua do ritmo cardíaco e da oxigenação durante o exame.

Limitações

-Impossibilidade de introdução da sonda no esôfago.
-Dificuldade de alinhamento do feixe ultrassônico, prejudicando avaliação hemodinâmica (gradientes e outros cálculos).
-Avaliação de estruturas mais anteriores e/ou laterais, distantes do esôfago.
-Limite de profundidade de alcance do feixe ultrassônico, dificultando compreensão tridimensional.

Fonte: einstein.br

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