Hemoglobina glicada

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O termo hemoglobina glicada, conhecida pela sigla HbA1C, refere-se a um conjunto de substâncias formadas com base nas reações entre açúcares e a hemoglobina circulante no sangue.

A hemoglobina é uma proteína que contém ferro e que está presente nos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos). A A1C é um componente menor da hemoglobina, sendo encontrada em indivíduos adultos não diabéticos em uma proporção de 1% a 4% dos indivíduos.

A hemoglobina glicada (HbA1C) reflete a glicemia média dos últimos 2 a 3 meses, o que corresponde à meia-vida das hemácias, ou seja, o quanto elas permanecem circulando no sangue. Quanto maior a glicemia, maior a concentração de HbA1C. Na prática, os valores normais de referência vão de 4% até 5,6%.

A hemoglobina glicada (HbA1C) é utilizada para o diagnóstico e avaliação do tratamento de indivíduos diabéticos.

Hemoglobina glicada para o diagnóstico de diabete melito

-HbA1C até 5,6%: metabolismo normal da glicose.

-HbA1C de 5,7% até 6,4%: pré-diabetes.

-HbA1C de 6,5% ou mais: diabete melito.

Hemoglobina glicada para avaliar o controle do tratamento do diabete melito

-Adultos: o desejável é uma HbA1C entre 6% e 7% (esse valor deve ser individualizado).

-Idosos, diabéticos de difícil controle, diabéticos com doenças associadas graves e outros casos específicos: HbA1C de 7,5% até 8,5%.

Frequência recomendada dos testes de hemoglobina glicada em pacientes diabéticos

Os testes de hemoglobina glicada devem ser realizados, pelo menos, duas vezes ao ano para todos os pacientes com diabetes e quatro vezes por ano (a cada 3 meses) para pacientes que se submeterem a alterações do esquema de medicamentos ou que não estejam atingindo os objetivos recomendados com o tratamento utilizado.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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