Isquemia subepicárdica

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A isquemia miocárdica resulta de uma irrigação sanguínea insuficiente do músculo cardíaco, chamado de miocárdio. A principal causa da isquemia é a aterosclerose coronariana, ou seja, obstrução de uma ou mais artérias do coração por placas de gordura, chamadas de ateromas.

Tipos de isquemia

Nos laudos de eletrocardiograma existem dois tipos de isquemia: subendocárdica (caracterizada pela presença de ondas T positivas, simétricas e pontiagudas) ou subepicárdica (presença de ondas T negativas, simétricas e pontiagudas).

A onda T do eletrocardiograma reflete a repolarização ventricular, ou seja, o momento que o ventrículo esquerdo, a principal câmara do coração, prepara-se eletricamente para uma nova contração.

A isquemia é descrita nos laudos de eletrocardiograma de acordo com a parede do coração em que ela é observada. Por exemplo: isquemia subepicárdica inferior (inversão das ondas T nas derivações D2, D3 ou AVF do eletrocardiograma) ou isquemia subepicárdica anterosseptal (inversão das ondas T nas derivações V1, V2 e V3). O eletrocardiograma normal pode apresentar ondas T invertidas nas derivações V1, AVR e D3.

Alterações da ondas T que não indicam isquemia

Alterações secundárias das ondas T são aquelas que não se enquadram na definição de ondas T isquêmicas, embora seja invertidas, as ondas T são assimétricas, além disso, existem outros achados, como a sobrecarga dos ventrículos ou bloqueios de ramo, que justificam as alterações secundárias da onda T.

A hiperpotassemia (níveis elevados de potássio no sangue) pode levar ao aparecimento de ondas T positivas, pontiagudas e de base estreita (onda T em tenda), simulando a isquemia subendocárdica.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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Dr. Tufi Dippe Jr
Cardiologista de Curitiba - CRM/PR 13700

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