A infecção pelo vírus da Varicela Zoster (VZ) possui duas formas distintas de apresentação clínica: Varicela (infecção primária) e Herpes Zoster (reativação da infecção do vírus da Varicela).
O Herpes Zoster tipicamente causa erupções vesiculares dolorosas unilaterais, geralmente restritas a um dermátomo (área de pele relacionada a um único nervo), que pode evoluir para neuralgia pós-herpética.
A vacinação contra o Zoster diminui o risco de desenvolver Herpes Zoster e a neuralgia pós-herpética entre os indivíduos com mais de 50 anos, independentemente do histórico pessoal de infecção (Varicela/Herpes Zoster) ou dos níveis séricos de anticorpos contra o vírus VZ.
Atualmente estão disponíveis dois tipos de vacinas para prevenção da infecção: a com vírus vivo inativado e a recombinante inativada (aprovada pelo FDA em 2017, mas ainda não disponível no Brasil).
A Sociedade Brasileira de Imunização (SBI) recomenda rotineiramente vacinação em dose única para proteção contra VZ em indivíduos com mais de 60 anos. No Brasil, vacina encontra-se disponível apenas em clínicas privadas.
Importante lembrar que a vacina é recomendada mesmo aos que já desenvolveram a doença, devendo apenas aguardar um intervalo de um ano, entre o quadro agudo e aplicação da vacina.
ATENÇÃO
Circunstâncias especiais com vírus vivo atenuado:
-Realizar vacinação quatro semanas antes do início de imunossupressores;
-Aguardar pelo menos três meses do fim da imunossupressão (corticosteroides, imunobiológicos ou radioterapia/quimioterapia) antes de indicar vacinação.
Contraindicação a vacina com vírus vivo atenuado:
-História de anafilaxia à gelatina ou neomicina (componentes da vacina);
-Gestação;
-Imunocomprometidos com neoplasias hematológicas, transplantados de órgãos sólidos ou após transplante de medula óssea e portadores de HIV com contagem de linfócitos CD4 abaixo de 200 células/uL;
-Uso de imunossupressores: corticosteroides (dose equivalente prednisona maior que 20 mg/dia por mais de 14 dias), rituximab ou outros imunobiológicos.
Texto enviado pelo Dr Valkercio Feitosa, especialista em medicina interna pelo HC-UFPE e residente de nefrologia do HC-FMUSP.
Fonte: cardiopapers.com.br
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