Risco de ataque cardíaco é maior no Natal e Ano Novo, diz estudo

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Apesar do final de ano ser uma época de celebração, muitos incidentes ocorrem durante esses feriados. É comum, por exemplo, neste período de confraternização acontecerem acidentes de trânsito, principalmente causados pelo abuso de bebidas alcoólicas, e também suicídio. No entanto, outras casualidades podem atrapalhar as comemorações, é o que descobriram pesquisadores da Suécia, que constataram que os casos de infarto do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, podem aumentar durante as duas últimas semanas do ano.

Um estudo analisou registros de um banco de dados sueco com informações de unidades de atendimento de todo o país. O levantamento reuniu informações registradas entre 1998 e 2013, e os resultados foram divulgados no ano de 2018.

Durante o tempo de estudo (16 anos) os pesquisadores identificaram 283.014 casos de ataque cardíaco no país. Além do Natal e do Ano Novo, foi observado se haveria uma tendência de aumento nos casos de infarto do miocárdio também em grandes eventos, como a Copa do Mundo, o Campeonato Europeu da UEFA, os Jogos Olímpicos de Inverno, etc.

Para a análise foram levados em consideração, além do Natal e Ano Novo, as vésperas e os dias posteriores a esses eventos. Os pesquisadores identificaram uma incidência 15% maior de infarto agudo do miocárdio durante o Natal. A véspera de Natal, em particular, apresentou 37% maior incidência de infarto do miocárdio do que outras festividades.

O estudo não atestou maior incidência de infarto do miocárdio em eventos esportivos de grande porte.

Fonte: PEBMED.

Comentário do autor:

O infarto do miocárdio é a principal causa de morte no mundo ocidental, e pode ser prevenido por meio do combate de seus fatores de risco.

O estudo INTERHEART foi desenvolvido para avaliar a importância dos fatores de risco para o infarto do miocárdio ao redor do mundo. Foram 262 centros em 52 países de 5 continentes.

Pacientes com infarto  do miocárdio admitidos nas primeiras 24 horas foram comparados com outros pacientes (hospitalares e comunitários), chamado de grupo controle.

Nesta avaliação, nove fatores de risco explicaram mais de 90% do risco para o infarto do miocárdio. De modo surpreendente, o tabagismo e a dislipidemia (anormalidades do colesterol), compreenderam mais de dois terços deste risco.

Fatores psicossociais (incluindo a depressão), obesidade central, diabete melito e hipertensão arterial, também foram significativamente associados, embora com algumas diferenças relativas nas diferentes regiões do mundo estudadas.

A dieta rica em frutas, verduras e legumes, além da prática regular de exercícios físicos, foram significativos fatores de proteção contra a doença.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr. – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

 

 

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