Suplementos esportivos: aminoácidos, creatina e cafeína melhoram o desempenho dos atletas?

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Abaixo, algumas considerações sobre os suplementos esportivos, frequentemente utilizados para melhorar a performance esportiva:

Aminoácidos

Suplementos compostos de aminoácidos não tem demonstrado benefícios positivos no desempenho dos atletas. Embora o requerimento diário de proteínas da dieta dos atletas seja maior, uma dieta típica destes esportistas  costuma ter um percentual maior de proteínas, não havendo a necessidade de uma suplementação.

Em estudos clínicos, o tempo de exaustão muscular não aumentou com a suplementação de aminoácidos, não havendo também uma melhoria no desempenho dos praticantes de maratona.

Suplementos compostos de aminoácidos podem causar efeitos gastrointestinais, como a diarreia e as cólicas abdominais. A suplementação de aminoácidos não é proibida pela agências ligadas aos esportes, como o International Olympic Committee (IOC) e a National Collegiate Athletic Association (NCAA).

Creatina

Uma melhoria no desempenho esportivo com o uso de creatina, tem sido demonstrada em alguns contextos. Uma análise de 16 estudos controlados, a suplementação de creatina aumentou a capacidade do levantamento de peso em homens jovens, no entanto, o mesmo não foi observado em mulheres ou em idosos.

O desempenho de corredores ou nadadores  parece não ser afetado positivamente com o uso da creatina. A creatina pode acarretar um aumento de peso em pouco tempo, por acarretar um incremento da composição da água corporal total.

Estudos com usuários de longo prazo (1 ano ou mais) demonstraram uma maior tendência ao edema nas pernas, mas sem efeitos gastrointestinais relevantes ou uma piora da função renal. A segurança do uso da creatina em idosos ou portadores de doença renal não está comprovada.

Cafeína

A cafeína é um estimulante capaz de aumentar o desempenho físico de corredores e ciclistas, de acordo com o resultado de alguns estudos. Os efeitos adversos da cafeína são a ansiedade, dependência física e efeitos neurológicos com a  interrupção de seu uso.

Embora o International Olympic Committee (IOC) proíba concentrações urinárias de cafeína acima de 12 mcg por ml, a National Collegiate Athletic Association (NCAA) permite concentrações  de até 15 mcg por ml.

Fonte: American Family Physician.

 

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