Variação de peso em diabéticos do tipo 2 pode ser perigosa, diz estudo

0
327

Variações de peso em diabéticos do tipo 2 podem aumentar o risco de complicações cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (derrame cerebral), infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e morte.

Essa é a conclusão principal de um estudo que avaliou dados de três estudos prévios, os quais incluíram mais de 6.000 pacientes com diabetes do tipo 2. A idade média dos pacientes foi de 61 anos, 31,7% dos pacientes eram do sexo feminino e o índice de massa corporal (IMC) médio foi de 29,2 kg/m². O IMC é calculado dividindo-se o peso (medido em quilogramas) pela altura ao quadrado (medida em metros).

O peso dos pacientes foi avaliado no primeiro ano por ocasião do terceiro, sexto e décimo segundo mês, e depois a cada 6 meses. A variação média e sucessiva de peso entre as visitas de acompanhamento foi de 1,72 kg.

Os autores definiram baixa e alta variabilidade de peso corporal como um valor abaixo ou acima de 1,72 kg. Um total de 3.205 participantes do estudo apresentaram alta variabilidade de peso corporal, e foram comparados com os 3.203 pacientes com baixa variabilidade.

Os autores observaram  que os indivíduos com maior variabilidade de peso corporal tiveram um risco 99% maior para infarto do miocárdio, 92% para acidente vascular cerebral, e 82% para morte.

Qual é a explicação para tais achados?

Embora os autores não tenham um explicação definitiva para tais achados, estudos prévios sugerem que variações da pressão arterial, frequência cardíaca e dos lipídeos (gorduras do sangue) associam-se a risco aumentado de complicações cardiovasculares. As variações do peso influenciam diretamente essas variáveis fisiológicas.

Por exemplo, se você tem alta variabilidade da pressão arterial, isso é um grande fator de risco para acidente vascular cerebral; se você tem uma grande alta variabilidade da frequência cardíaca, isso também associa-se a risco aumentado de infarto do miocárdio.

Os autores acreditam que manter um peso e variáveis fisiológicas estáveis parece ser algo desejável, embora não se conheça exatamente todos os mecanismos envolvidos nesse contexto.

Fonte: European Atherosclerosis Society.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here