Gordura abdominal confere risco maior de infarto do miocárdio em mulheres do que em homens, diz estudo

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Existem diferenças substanciais em relação à distribuição do tecido gorduroso entre homens e mulheres. Um estudo britânico avaliou a deposição de gordura em homens e mulheres, bem como, sua relação com o risco de infarto do miocárdio (ataque cardíaco).

Os autores do estudo concluíram que o acúmulo central de gordura, ou seja, localizada acima da cintura, conferiu um risco maior de infarto do miocárdio em mulheres do que em homens.

A gordura central pode ser avaliada através da circunferência abdominal. Valores maiores que 80 cm para as mulheres e 94 cm para os homens são considerados de maior risco, independente do índice de massa corporal (peso dividido pela altura ao quadrado). Outra forma de avaliar a obesidade central é através da relação cintura-quadril, a qual deve ser de no máximo 0,80 para mulheres e 0,90 para homens.

Pesquisadores britânicos avaliaram dados de cerca de 500 mil pessoas de 40 a 69 anos, entre os anos de 2006 e 2010, em todo o Reino Unido. Os participantes do estudo foram avaliados quanto ao seu índice de massa corporal, circunferência abdominal e relação cintura-quadril.

Durante cerca de 7 anos de seguimento foram registrados 5.710 casos de infarto do miocárdio. Após análises estatísticas, os autores do estudo concluíram que, embora as 3 medidas de adiposidade, quando elevadas, aumentavam o risco de infarto do miocárdio em ambos os sexos, uma maior cintura abdominal ou relação cintura-quadril conferiu um risco maior de infarto do miocárdio nas mulheres do que nos homens.

A relação cintura-quadril também foi mais fortemente associada ao risco de infarto do miocárdio que o índice de massa corporal em ambos os sexos, especialmente nas mulheres.

Fonte: Journal of the American Heart Association.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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