Cerca de 80% das mulheres desenvolvem hipertensão arterial após a menopausa

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A hipertensão arterial é considerada o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares , como o infarto do miocárdio e o derrame cerebral. Estas doenças , são as principais causas de morte em nosso país. A estimativa de hipertensão arterial na população brasileira adulta de acordo com o Ministério da Saúde (1991) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (censo populacional de 1991) foi de 15%.

Entretanto, taxas mais elevadas foram encontradas em estudos realizados na  cidade do Rio de Janeiro em 1990 e no Estado de São Paulo (25%). A prevalência da hipertensão arterial , aumenta progressivamente com a idade, sendo superior a 50% entre os idosos. Até os 55 anos de idade, um maior percentual de homens tem hipertensão arterial  . Entre  55 a 74 anos , o percentual de mulheres é discretamente maior e , acima dos 75 anos, o predomínio no sexo feminino é significativamente superior.

Assim, cerca de 80% das mulheres, eventualmente, desenvolverão hipertensão arterial na fase da menopausa e a incidência de hipertensão arterial aumenta tanto com a idade quanto com o início da fase pós-menopausa. A hipertensão arterial contribui para cerca de 35% de todos os eventos cardiovasculares e cerca de 45% dos casos de infarto não-diagnosticados em mulheres, elevando o risco de doença coronariana  em quatro vezes quando comparada a mulheres normotensas.

A presença da associação de fatores de risco à hipertensão arterial , muitas vezes na síndrome metabólica , como a dislipidemia ( anormalidades do colesterol ), resistência insulínica ( ação inadequada do hormônio que permite a entrada do açúcar para dentro das células ) , intolerância à glicose e a obesidade abdominal , aumentam o potencial aterogênico ( formação de placas de gordura nas artérias ) .

Estes achados  são considerados os principais mecanismos para o aparecimento das doenças cardiovasculares em mulheres. Assim, o tratamento anti-hipertensivo com medicamentos, concomitante às modificações nos hábitos de vida , tem  demonstrado ser uma intervenção significativa para a prevenção de eventos cardiovasculares em mulheres hipertensas.

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