Quatro regras básicas para a prevenção da obesidade na infância e adolescência

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A obesidade é uma doença complexa que envolve causas genéticas, metabólicas, comportamentais e ambientais. Os casos de sobrepeso e obesidade vêm aumentando nas últimas décadas, não só nos adultos como também em crianças e adolescentes.

No Brasil, estudos recentes demonstram uma prevalência, conforme a região, de 10,8% a 33,8% de sobrepeso na faixa pediátrica, constatando-se que esta condição vem substituindo progressivamente os índices de desnutrição.

O processo de globalização trouxe mudanças consideráveis nos hábitos alimentares e comportamentais em todo o mundo, principalmente observado nos países mais pobres, com ingestão alimentar inadequada e inatividade física. O sobrepeso e a obesidade são situações clínicas que predispõem ao aparecimento de outras anormalidades, como a hipertensão arterial, diabete melito ou anormalidades do colesterol.

Estima-se que cerca de até 8%, dependendo do grupo estudado das crianças e adolescentes, podem ser portadores de hipertensão arterial. Os casos de diabete melito do tipo 2, doença de aparecimento habitual após os 35 anos, vem crescendo em crianças e adolescentes obesos. Quatro regras básicas para a prevenção da obesidade na infância e adolescência:

Regra 1: Reeducação alimentar. Realizar refeições fracionadas, com menor ingestão de gordura e maior consumo de fibras; evitar guloseimas e refrigerantes; estimular ingestão diária de frutas, verduras e legumes.

Regra 2: Mudança no estilo de vida. Ver menos TV, permanecer menos tempo jogando videogames ou navegando na Internet; andar menos de carro; andar mais a pé ou de bicicleta, e preservar as atividades externas.

Regra 3: Aumento do gasto de energia. Aumentar a prática de exercícios e de atividade física, formal e informal (do dia-a-dia), mantendo esse padrão ao longo do tempo.

Regra 4: Apoio dos pais. Os pacientes devem ter uma atitude ativa, encorajando os filhos a controlarem e selecionarem sua ingestão alimentar e promover o comparecimento em atividades físicas.

Fonte: Revista do DERC (2008).

Texto revisado por Nícia Padilha. 

www.portaldocoracao.com.br

 

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