Roncadores habituais possuem um risco de hipertensão arterial 50% maior, diz estudo

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Um estudo avaliou 5.453 indivíduos entre 40 e 69 anos, não hipertensos e com IMC (índice de massa corporal) inferior à 27,5 kg/m2 (não obesos), selecionados de uma população coreana.

Os participantes respondiam a um questionário sobre o hábito de roncar e estilo de vida, tinham a sua pressão arterial mensurada em duas ocasiões e as medidas antropométricas (peso e altura) aferidas. Eram definidos como roncadores habituais aqueles que roncavam quatro ou mais vezes na semana.

O estudo iniciou em 2000 e teve seguimento médio de 2,8 anos, pois 79% dos indivíduos potencialmente elegíveis terminaram o estudo.

Entre os participantes do estudo, 14,4% dos homens e 9% das mulheres roncavam habitualmente. Os roncadores habituais tinham IMC um pouco maior, bem como perfil lipídico menos favorável que os não roncadores no início do estudo.

Ao final do estudo, houve associação positiva e independente entre o hábito de roncar e o desenvolvimento de hipertensão arterial, com um aumento do risco relativo de 49% para homens e 56% para mulheres.

Mesmo levando em conta outros aspectos com potencial de influenciar nos resultados (idade, sexo, pressão arterial no início do estudo, IMC no início do estudo e tabagismo), manteve-se uma nítida associação entre roncar habitualmente e o desenvolvimento de hipertensão arterial.

Fonte: American Journal of Hypertension.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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