Tratamento medicamentoso das anormalidades do colesterol

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O tratamento das dislipidemias (anormalidades do colesterol e suas frações) pode ser dividido em não medicamentoso e medicamentoso.

O tratamento não medicamentoso é obrigatório, e envolve mudanças nos hábitos de vida. Neste aspecto é essencial perder peso, parar de fumar, praticar exercícios físicos regularmente, ingerir bebidas alcoólicas com moderação e melhorar os hábitos alimentares.

Infelizmente a redução do colesterol com a mudança dos hábitos alimentares costuma ser discreta (5 a 15%), no entanto, quando acompanhada de expressiva perda de peso e exercícios físicos essa redução pode ser mais significativa.

Tratamento medicamentoso

Atualmente existem diversos medicamentos empregados no tratamento das dislipidemias, os quais são usados isolados ou em associação.

Geralmente estas medicações deverão ser de uso contínuo e indefinido, pois apenas ajudam a corrigir um distúrbio do metabolismo, não levando a uma verdadeira cura.

Uma vez descontinuadas, as alterações das gorduras do sangue deverão retornar ao longo do tempo. As estatinas, como a Fluvastatina, Lovastaina, Pravastatina, Sinvastatina, Pitavastatina, Atorvastatina e Rosuvastatina) são as drogas mais usadas, apresentando um efeito predominante no LDL-colesterol (proporcionam reduções de 18 a 60%), elevando também o HDL-colesterol (5 a 15%), e reduzindo também os triglicerídeos (7 a 30%).

Os fibratos (Bezafibrato, Ciprofibrato e Fenofibrato) são usados isoladamente naqueles indivíduos com predomínio de triglicerídeos elevados (quando acima de 500mg/dl seu uso deverá iniciado imediatamente) com ou sem HDL-colesterol baixo. Esses medicamentos reduzem os triglicerídeos em 30 até 60% (pacientes com valores mais elevados apresentam reduções mais expressivas).

Outras  drogas  utilizadas em associação com estatinas ou isoladas, são ezetimiba (reduz o LDL-colesterol em 20%), inibidores da PCSK9, sequestrantes de sais biliares, ácido nicotínico e os ácidos graxos omega 3 (estes dois últimos reduzem principalmente o níveis dos triglicerídeos). As estatinas exigem uma monitorização periódica da função hepática e das enzimas musculares.

Os inibidores da PCSK9 (Alirocumabe e Evolocumabe) são drogas injetáveis (uso a cada 14 dias ou uso mensal) que proporcionam reduções acentuadas dos níveis do LDL-colesterol (“colesterol ruim”) em pacientes que já usam estatinas em altas doses, mas que não atingiram os níveis ideais do LDL-colesterol, ou ainda, nos pacientes que não toleram o uso das estatinas por dores musculares (mialgias).

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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