Eletrocardiograma em repouso

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O Eletrocardiograma (ECG) é o registro da atividade elétrica do coração em estado de repouso, realizado por um aparelho chamado eletrocardiógrafo.

O eletrocardiograma permite analisar o ritmo cardíaco; condução do estímulo através do sistema elétrico do coração; avaliar anormalidades do sistema elétrico de condução; detectar sobrecargas (aumentos) das câmaras cardíacas (átrios e ventrículos) e áreas eletricamente inativas (por exemplo, áreas que indicam infarto prévio).

Indicações

O eletrocardiograma é obrigatório numa primeira consulta cardiológica. Qualquer doença cardiológica, bem como outras patologias não cardiológicas, poderão manifestar-se através de alterações eletrocardiográficas.

Contraindicações

Não existem, a não ser que o indivíduo não seja capaz de permanecer em repouso para a obtenção do traçado eletrocardiográfico.

Doenças que cursam com tremores, como a doença de Parkinson, podem afetar o registro eletrocardiográfico por causarem interferências.

Preparo

Alguns pacientes necessitarão realizar uma tricotomia (raspagem dos pêlos da região anterior do tórax).

Como é feito?

Deita-se o paciente em decubito dorsal, realiza-se a limpeza da pele (punhos e tornozelos direitos e esquerdos, e em seis pontos anteriores do tórax) com gaze embebida em álcool. Em seguida são colocados gel condutor (para evitar interferências durante o exame) e os eletrodos nesses locais. Procede-se ao registro do eletrocardiograma, com o paciente relaxado e imóvel por poucos segundos.

Complicações

Raramente observamos reações alérgicas nos locais de colocação dos eletrodos para o registro do eletrocardiograma.

Limitações

O eletrocardiograma poderá ser normal em pessoas com reconhecida doença cardíaca. Pacientes que estão sofrendo um infarto do miocárdio (ataque cardíaco), o eletrocardiograma inicial poderá ser normal, por isso, na vigência desse quadro, eletrocardiogramas seriados são realizados rotineiramente.

A valorização do laudo eletrocardiográfico só poderá ser feita quando é correlacionada ao quadro clínico do paciente.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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