Hipertensão arterial causa milhões de mortes prematuras (artigo comentado)

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A hipertensão arterial é considerada atualmente o principal fator de risco passível de tratamento para as doenças cardiovasculares.

Um estudo publicado recentemente chama a atenção para o fato  de que ocorrem cerca de 10 milhões de mortes prematuras por ano que podem ser direta ou indiretamente atribuídas à hipertensão arterial.

Cerca de 50% dos casos de acidente vascular cerebral (derrame cerebral)  e doença arterial coronariana (infarto do miocárdio e outras) são atribuídos a essa condição.

Estatísticas atuais  apontam para uma elevação no número de mortes e incapacidade, associadas a níveis pressóricos sistólicos acima de 115 mmHg. Por isso, atualmente consideramos a pressão arterial máxima (sistólica) como sendo ótima abaixo de 120 mmHg. As mortes prematuras associadas à hipertensão arterial correspondem a 13,5% do total das mortes.

Outro ônus relacionado à hipertensão arterial  é a incapacidade física, ausência ao trabalho e invalidez permanente. Estima-se em 80% o crescimento na incapacidade física relacionada à hipertensão arterial em países mais pobres.

Cerca da metade dos casos envolve pessoas com 45 a 69 anos. A hipertensão arterial é responsável por cerca de 50% dos casos de derrame cerebral, 47% de doença arterial coronariana e 40% dos casos de insuficiência cardíaca.

Melhorar as estratégias de prevenção e tratamento da doença são fundamentais para a mudança desse cenário tão preocupante.

Fonte: Geriatrics.

Comentário: níveis da pressão arterial  acima de 115/75 mmHg  já conferem um risco cardiovascular aumentado. Por isso, consideramos a pressão arterial ótima abaixo de 120/80 mmHg. Infelizmente, dados preliminares de nosso país indicam para baixas taxas de controle da doença, ou seja, estima-se que apenas 10 a 30% dos hipertensos obtenham um redução da pressão arterial para valores inferiores a 140/90 mmHg. Medidas governamentais amplas, objetivando um melhor controle da pressão arterial em hipertensos, são fundamentais para a diminuição de mortes prematuras e incapacidade física, em nosso país.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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